Trabalhar durante a noite exige do corpo humano um esforço diferenciado, já que o organismo naturalmente tende ao descanso nesse período. Por essa razão, a legislação brasileira prevê uma compensação financeira para quem exerce suas funções no horário noturno. Esse acréscimo na remuneração é chamado de adicional noturno e representa um direito garantido a milhões de profissionais em todo o país.

O Que Caracteriza o Trabalho Noturno

Para os trabalhadores urbanos, o período noturno é aquele compreendido entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte. No caso de atividades rurais na lavoura, o horário considerado noturno vai das vinte e uma horas às cinco horas. Já para a pecuária, o intervalo se estende das vinte horas às quatro horas da manhã. Essa distinção é importante porque cada categoria segue regras específicas.

Percentual do Adicional

A CLT estabelece um acréscimo mínimo de vinte por cento sobre o valor da hora diurna para o trabalhador urbano. Entretanto, categorias profissionais específicas podem ter percentuais superiores garantidos por convenções ou acordos coletivos de trabalho. Profissionais da área de saúde e vigilância, por exemplo, frequentemente negociam condições mais favoráveis por meio de seus sindicatos.

A Hora Noturna Reduzida

Além do acréscimo financeiro, o trabalhador urbano conta com outro benefício: a hora noturna reduzida. Enquanto a hora diurna corresponde a sessenta minutos, a hora noturna equivale a cinquenta e dois minutos e trinta segundos. Na prática, isso significa que quem trabalha sete horas no período noturno tem o registro de oito horas computadas na folha de pagamento, gerando reflexos positivos no cálculo de férias, décimo terceiro e FGTS.

Quem Tem Direito

Todo empregado com carteira assinada que preste serviços no horário noturno faz jus ao adicional. Isso inclui funcionários de hospitais, hotéis, indústrias, portarias, postos de combustíveis e diversas outras atividades. Menores de dezoito anos, no entanto, são proibidos de exercer trabalho noturno, conforme determinação constitucional. O empregador que deixar de pagar o adicional devido pode ser acionado judicialmente e obrigado a quitar os valores retroativos com as devidas correções.

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